terça-feira, 17 de maio de 2011

Miopia Auricular no Reto

Não queres enxergar ou não enxergas o que há?
Tudo ao nosso redor tem uma imargem turva
Que se lança entreolhares ofuscados e confusos
Alvejados por uma realidade cruel e embasada.

As verdades utópicas que nos perseguem
Deixam rastros de incerteza afogadas em magoas frias
E vagam por ai, pela escuridão,perpetuando a dúvida linear
Através de bocas que mordem os nossos ouvidos com a palavra crua.

Rasgando o austero reto,as lapidadas idéias genitais
Atravessam a verada breu e deserto dos jubilosos
Re-ves-tindo carácteres de melancolia "pós lograr"
Percorrendo labirintos invisíveis com lábios de sínico fel
Lambem aureolas esquizofrênicas e vulvas caoticodepressivas.

Cuspido por Ruan Brujo!

domingo, 1 de maio de 2011

Notas mortas


O que se ouvi são notas mortas
Uma música sem som, mais que toca na alma
Das pessoas idiotas, por que essa música
Quem toca não são pessoas engraçadas.
Quero a graça do sarcarsmo
Debochar do profano e num gole de cachaça
Tudo se transforma em anotações sem nexo
Pro complexo, esse ai eu nem ligo
Saiu cantarolando coisas sem sentido.
Desinibido e com sorriso satírico
De sotaque xulo  e  ameaçador
O olhar aguçado pras coisas mundo
Pra tudo, tudinho e mais um pouco
Quem sabe até,prum olhar despercebido
E fazendo notas mortas eu te seduzo para fundo abismo.
Cuspido por Ruan Brujo!